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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O que é IPVA

O que é IPVA ?

IPVA – é o Imposto sobre a propriedade de Veículos Automotores.

O Contribuinte do imposto é o proprietário de veículo.

O imposto incide sobre a propriedade de veículos automotores de qualquer espécie, devendo ser pago anualmente pelo proprietário ou responsável.

A receita do IPVA é partilhada entre o Estado (50%) e o Município (50%) onde o veículo é licenciado e destina-se ao financiamento de serviços básicos à população ( saúde, educação, transporte, segurança, habitação, etc.)

A Secretaria da Fazenda publica anualmente, até 31 de outubro, a tabela de valores venais, elaborada com base no preço médio de mercado praticado em setembro. Os valores venais da tabela servirão de base de cálculo para o lançamento do imposto do exercício seguinte.

Veículos automotores terrestres com mais de 20 anos de fabricação estão isentos do pagamento desse imposto.

Leia mais… http://www.fazenda.sp.gov.br/oquee/oq_ipva.asp

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Associação americana cria diretrizes contra AVC específicas para mulheres

Texto lista fatores de risco exclusivos da mulher, ou mais comuns nelas.

Uso de:

anticoncepcional, gravidez e variação hormonal

estão entre eles.

Gravidez é momento que exige medidas específicas

de prevenção contra doenças cardiovasculares (Foto: Reprodução Globo News)

Levando em conta que as mulheres apresentam fatores de risco específicos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares – como as variações hormonais, a gestação e a menopausa –, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) criou diretrizes de prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) voltadas exclusivamente para elas.
Segundo a AHA, ter diretrizes específicas para as mulheres é importante porque elas diferem dos homens em vários aspectos: há diferenças em relação à imunidade, à coagulação, aos fatores reprodutivos e aos fatores sociais. E todos são capazes interferir nos risco de desenvolvimento de um AVC. As novas diretrizes foram publicadas nesta sexta-feira (7) na revista científica “Stroke”, da própria AHA.

Também conhecido como derrame de cerebral, o AVC é caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo em parte do cérebro, provocada por obstrução de artéria, ou pelo sangramento decorrente do rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo cerebral.

Para o cardiologista Marcus Malachias, coordenador da campanha “Eu sou 12 por 8” da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a iniciativa de propor condutas de prevenção que atendem às peculiaridades da mulher é interessante. “As mulheres têm um conceito de que doença no coração é um problema do homem. Elas pensam mais em prevenir o câncer do que prevenir as doenças cardiovasculares”, diz.

Gravidez
Considerando que a pressão alta é, tanto para homens quanto para mulheres, o fator de risco modificável mais comum para o AVC, o documento dá atenção especial à pré-eclâmpsia, que é a hipertensão arterial específica da gravidez, e à eclampsia, que é a forma grave da doença.

Segundo as novas diretrizes, para prevenir a pré-eclâmpsia, os médicos devem considerar receitar à mulher com histórico de hipertensão doses baixas de aspirina ou de suplementação de cálcio. A condição não só aumenta o risco de AVC durante a gestação, mas também após o parto: o risco aumentado acompanha a mulher ao longo de vários anos. Por isso, mulheres que tiveram a doença devem ser acompanhadas de perto pelo resto da vida, segundo as diretrizes.

Contracepção
O documento também fala sobre os riscos cardiovasculares que podem ser desencadeados pelo uso de pílulas anticoncepcionais e determina que, antes de iniciar o uso do contraceptivo, ela deva ser avaliada quanto a outros fatores de risco como tabagismo, hipertensão e histórico familiar.

Para Malachias, esse tipo de rastreamento já é de praxe no Brasil. O problema é que muitas mulheres começam a tomar a pílula sem orientação médica. “Muitas seguem a orientação de amigas e não são assistidas por médicos. O conjunto dos fatores de risco deve ser avaliado. Quando se trata de fatores de risco, ele não se somam: se multiplicam”, diz.

Depressão e enxaqueca
Deve ser levado em conta, de acordo com a AHA, que a depressão se apresenta como um fator de risco para doenças cardiovasculares tanto em homens quanto em mulheres. Mas, como a incidência da depressão é muito maior nas mulheres, seria importante intensificar as medidas preventivas nesse grupo de pacientes.

Entre as mulheres, também foi constatado que a enxaqueca com aura – quando a crise intensa de dor de cabeça vem precedida de um sintoma visual, como o embaçamento ou a presença de pontos escuros ou luminosos – determina um aumento do risco de AVC. Por esse motivo, essas pacientes devem ser observadas de perto e é altamente recomendável que outros fatores de risco como o tabagismo sejam abandonados.

Fonte original e creditos: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/02/associacao-americana-cria-diretrizes-contra-avc-especificas-para-mulheres.html

AVC não surge do nada, avisam especialistas; veja alguns mitos sobre o tema

Os números impressionam. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de cinco milhões de pessoas morrem, anualmente, em decorrência do AVC (acidente vascular cerebral), também conhecido como derrame. No Brasil, este índice é de aproximadamente 100 mil casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Desse total, 43 mil ocorrem na região Sudeste: 21 mil em São Paulo e quase 11 mil no Rio de Janeiro. Quando não  mata, o mal leva a sequelas graves que atingem em torno de 50% dos sobreviventes. Por fim, sabe-se que a doença é mais comum após os 40 anos, embora possa surgir em qualquer idade.

Por tudo isso, reconhecer e tratar o AVC são grandes desafios atuais no país e no mundo. O problema ocorre quando uma artéria é tapada ou obstruída ou quando se rompe um vaso sanguíneo. Diante do quadro, a parte do cérebro afetada não recebe o oxigênio necessário e neurônios começam a morrer. Perceber que o derrame está acontecendo é fundamental porque cada minuto sem tratamento significa a morte de muitos neurônios e das conexões entre eles, o que origina sequelas.
"Ele não surge do nada, geralmente é fruto de disfunções anteriores que levam ao aumento no risco de oclusão de um vaso ou seu rompimento", salienta o neurologista Leandro Teles, médico do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Os sintomas do AVC surgem repentinamente e, uma vez sabendo quais são, dá para identificar o perigo iminente. Os principais sinais são: enfraquecimento, adormecimento ou paralisação de braço ou perna de um lado do corpo; perda de força na face, o que pode causar desvio da boca para um lado (ela fica torta); alteração da visão, com turvação ou perda especialmente de um olho, episódio de visão dupla ou sensação de "sombra" sobre a linha do que se enxerga; dificuldade de falar ou entender o que os outros estão dizendo; dor de cabeça súbita, forte e persistente; perda da capacidade de engolir; e tontura, desequilíbrio, falta de coordenação ao andar ou mesmo queda.

Verdades:

Existem dois tipos de AVC. VERDADE: há o isquêmico, mais comum (cerca de 80% dos casos) e provocado pela falta de sangue em determinada área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria; e o hemorrágico (20%), causado pelo rompimento de um vaso intracraniano que, como o próprio nome indica, promove uma hemorragia cerebral. "Para diferenciar um tipo do outro, é fundamental fazer um exame detalhado do cérebro, seja por tomografia ou ressonância magnética", informa o neurologista Leandro Teles. Existe outra condição, chamada de Ataque Isquêmico Transitório, que aparece quando há interrupção temporária de fluxo sanguíneo, gerando sinais iguais aos do AVC que se revertem espontaneamente em curto período de tempo. Tal ataque, no entanto, deve ser visto como um aviso de que algo está errado, para que o derrame de fato não ocorra

Diversos fatores podem causar o problema. VERDADE: no AVC isquêmico, os fatores de risco mais importantes são idade avançada, história familiar, diabetes, tabagismo, hipertensão arterial, colesterol alto, sedentarismo, obesidade e males cardíacos (como arritmias, coração fraco e problemas nas válvulas). Já o AVC hemorrágico, destaca o neurologista Leandro Teles, surge por hipertensão mal controlada, aneurismas cerebrais e dificuldades de coagulação, "sendo mais comum em homens com idade acima de 50 anos". Entre fatores raros para este último tipo de derrame, estão tendência genética à trombose, uso de anticoncepcional associado ao tabagismo ou à enxaqueca com aura (tipo que, além dos sintomas normais da cefaleia, apresenta outros relacionados ao sistema nervoso central, como distúrbios visuais), endocardite (infecção no coração) e uso de drogas

Estar atento aos sinais ajuda a minimizar o quadro. VERDADE: a percepção precoce dos sintomas e a tomada rápida de conduta levam a um prognóstico melhor. "A condução do paciente a um hospital de grande porte facilita o manejo e favorece a tentativa de desobstrução da artéria antes de a lesão se tornar irreversível", diz o neurologista formado pela USP, Leandro Teles. Vale destacar que a grande maioria dos AVCs isquêmicos não se inicia com um deficit neurológico significativo. "O quadro evoluirá progressivamente ao longo das primeiras horas, mas, se o atendimento for acelerado, diversas medidas serão tomadas para frear o avanço", insiste o neurocirurgião formado pela Unifesp, Paulo Porto de Melo. Quando uma área do cérebro fica privada de sangue (como no AVC isquêmico), ela para de funcionar mas demora um certo tempo para que os neurônios morram. A ação sem demora propicia um ambiente favorável para o retorno do fluxo de sangue e pode salvar uma região ainda viável. "Dizemos que, no AVC, tempo é cérebro, salienta Teles. No caso do isquêmico, a ligeireza previne a lesão permanente da área cerebral afetada e diminui as chances de sequelas e morte; no hemorrágico, igualmente afasta a ameaça de lesões permanentes e diminui a mortalidade e a ocorrência de novas hemorragias

Estresse e esforço físico extremo podem provocar a disfunção. VERDADE: alguns estudos apontaram que pessoas estressadas apresentam maior risco de AVC em comparação às que não se encontram nesta condição. "Isso, no entanto, somente acontece em casos bem específicos. Exemplo: o estresse crônico elevaria o cortisol no sangue, agravaria hipertensão e diabetes e complicaria o controle do colesterol. A atividade física extenuante, por sua vez, levaria a arritmias em pacientes predispostos, fazendo subir a pressão, que facilita o AVC hemorrágico, e provocando a ruptura de aneurismas em quem tem malformações nas artérias", salienta o neurologista Leandro Teles. Além do controle do estresse, ele sugere que a prática de modalidades esportivas fortes seja monitorada por profissionais habilitados e individualizada ao limite de cada um. "A ginástica moderada, por outro lado, feita de forma regrada, promove uma estabilização dos níveis de pressão e, consequentemente, melhor performance do sistema cardiovascular, reduzindo os riscos de derrame", complementa o neurocirurgião Paulo Porto de Melo

A pessoa que chega com suspeita de AVC pode ser atendida antes de outros pacientes. VERDADE: "O derrame é uma emergência médica. O paciente deve ser adequadamente socorrido e conduzido a um hospital referência. Lá, tem que ser priorizado e atendido com urgência. Após a avaliação inicial, terá que fazer uma tomografia para identificar o tipo de AVC e iniciar o tratamento específico. No caso do isquêmico, há procedimentos possíveis para desobstrução da artéria que devem ser realizados até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Por tudo isso, o socorro rápido é fundamental", diz o neurologista Leandro Teles. "Existem até protocolos para tratamento nas primeiras horas do AVC que podem reverter o mal completamente", completa o neurocirurgião Paulo Porto de Melo

O problema acomete mais as pessoas idosas. VERDADE: o AVC é mais comum na população acima dos 65 anos. Mas não exclusivamente: cerca de 10% dos casos incluem indivíduos abaixo dos 55 anos, e 4%, abaixo dos 45 anos. "Como podemos ver, não é um número desprezível em relação ao público jovem, que também está sujeito ao transtorno por malformações congênitas nos vasos sanguíneos cerebrais, problemas de coagulação, doenças do coração e consumo de substâncias como fumo e drogas", diz o médico Leandro Teles

Pílula anticoncepcional aumenta o risco de derrame entre as mulheres. VERDADE: alguns estudos atribuem um pequeno aumento no perigo de AVC em mulheres que usam pílula anticoncepcional e apresentam doenças genéticas que favorecem a coagulação (trombofilias), fumam ou têm enxaqueca com sintomas neurológicos (aura). Por isso, diz o neurologista Leandro Teles, é recomendado evitar o tabagismo concomitante ao uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal, assim como anticoncepcionais em mulheres com este tipo de cefaleia. "É importante frisar que o anticoncepcional isoladamente não aumenta o risco, assim como a reposição hormonal feita em casos selecionados. O problema é a conjunção de fatores como genética, cigarro, anticoncepcionais, enxaqueca e reposição hormonal, por exemplo". O neurocirurgião Paulo Porto de Melo conclui observando que pílulas de alta dosagem aumentam a ameaça de AVC isquêmico

A predisposição genética é um indício de ocorrência do AVC. VERDADE: a história familiar de derrame aumenta o perigo de um parente próximo apresentar um evento. Por isso, é fundamental que quem teve pessoas próximas vitimadas comecem desde cedo a controlar a alimentação, praticar atividade física, realizar check up periódico e monitorar doenças clínicas, sendo acompanhado preventivamente com mais cuidado

Quem tem doença crônica, como hipertensão e diabetes, é mais propensos. VERDADE: tais enfermidades estão associadas à aterosclerose, doença crônica dos vasos que leva ao acúmulo de placas na parede interna, podendo obstruir a passagem do sangue. A hipertensão mal controlada também fragiliza os vasos cerebrais e predispõe ao rompimento do mesmo, levando ao AVC hemorrágico. "Tanto a hipertensão quanto o diabetes devem ser muito bem controlados, assim como o colesterol alto, a obesidade, o sedentarismo, a má alimentação e as doenças cardíacas", recomenda o especialista em neurologia Leandro Teles

Até o simples ato de assoar o nariz pode levar ao derrame. VERDADE: segundo artigo publicado na Revista Stroke: Journal of the American Heart Association, assoar o nariz pode ser também a causa para um AVC nas pessoas que têm um aneurisma cerebral e não sabem. "O fato pode ocorrer, raramente, em portadores de aneurismas ou microaneurismas cerebrais de nascimento ou adquiridos por hipertensão grave", diz Leandro Teles, explicando que o ato eleva a pressão arterial e aumenta o estresse na parede do vaso. "Não é que assoar cause o derrame, mas pode ser o gatilho para desencadear uma situação patológica crítica. Outro hábito que merece atenção é espirrar com o nariz tapado: convém evitar, pois promove uma elevação pressórica prejudicial em quem tem predisposição intensa a sangramento cerebral"

Medicações para controlar o colesterol diminuem o risco de derrame cerebral. VERDADE: ao reduzir o colesterol, elas também baixam as placas de gordura encontradas nas paredes dos vasos, que são um importante detonador de AVC por dificultar o fluxo na artéria ou lançar pequenos pedaços de placa e obstruir vasos menores dentro do cérebro. "Por isso, quando o paciente tem colesterol alto, ou mesmo colesterol normal com grandes placas de ateroma, tal remédio é usado", explica o neurologista Leandro Teles

Comer frutas e verduras todos os dias reduz o perigo da doença. VERDADE: conforme observa o neurocirurgião Paulo Porto de Melo, alimentação saudável, por reduzir os níveis de colesterol e melhorar a pressão arterial, minimiza a ocorrência de distúrbios vasculares e AVC. A Associação Americana do Coração recomenda a ingestão de cinco porções de frutas e verduras por dia para beneficiar a saúde dos vasos, com redução de perigo de infarto e derrame. "Estes itens são ricos em vitaminas, pobres em gordura saturada e fontes de fibras. É fundamental que entrem na dieta no lugar de alimentos mais calóricos e que trazem gordura ou açúcares refinados, como doces, bolos e biscoitos recheados", complementa o neurologista Leandro Teles

Praticar exercícios físicos e manter o peso em dia são atitudes que nos protegem das doenças do coração. VERDADE: atividade física regular, associada ao hábito de não fumar e a uma dieta inteligente, é capaz de reduzir pela metade o risco de derrame cerebral. "Práticas regulares, principalmente aeróbicas, são ótimas para a saúde como um todo, reduzindo a ansiedade, melhorando o sono e protegendo contra diabetes, hipertensão e distúrbios do colesterol. A obesidade também é um fator de perigo vascular, principalmente o acúmulo de gordura intra-abdominal (obesidade visceral). É fundamental, portanto, manter o peso ideal: Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 20 e 25, calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado", informa o neurologista Leandro Teles. Exemplo: uma pessoa com 1,75 m e 65 kg: 1,75 x 1,75 = 3,0625; 65 : 3,0625 = 21,2244, que é o IMC

Após repousar, a pessoa que teve AVC pode retomar sua rotina. VERDADE: depois do episódio, é preciso repouso, tratamento e investigação da causa. Uma vez que o paciente se recupere e esteja protegido de novos eventos, deve aos poucos reiniciar suas atividades rotineiras. Evidentemente, ressalta o neurologista Leandro Teles, isso dependerá do grau de sequela, que é variável de caso para caso. "Há quem apresente uma evolução excelente, enquanto outros necessitarão de adaptações. De qualquer forma, a reabilitação sempre terá como foco o retorno da funcionalidade, mais próxima possível do normal"

Parcialmente Verdade:

O AVC deixa sequelas. PARCIALMENTE VERDADE: "Nem todos os AVCs provocam isso", sustenta o neurocirurgião Paulo Porto de Melo. Em primeiro lugar, devemos considerar como sequela qualquer deficit neurológico que se mantém por um período superior a seis meses. O derrame leva a uma lesão no cérebro, sendo que a sequela dependerá diretamente do local em que o distúrbio ocorreu. Por exemplo: um paciente que teve um AVC no lado esquerdo, em cima da área que movimenta a mão, pode perder o movimento da mão direita (a função motora é cruzada). Mas, antes de seis meses, é possível ocorrer recuperação total ou parcial da disfunção, pois acontece de outras regiões compensarem o problema gerado. "Após o Acidente Vascular Cerebral, as consequências mais comuns são: dificuldade de movimentar um ou mais membros (geralmente de um lado do corpo), entraves de comunicação (expressão ou compreensão), engasgos, problemas de coordenação motora, sensibilidade reduzida em determinado local, visão dupla e complicação para enxergar. E tudo isso, vale insistir, dependendo do lugar lesado e da sua função. Existem zonas cerebrais sem uma atividade crítica: se ocorrer um AVC nela, este pode até passar despercebido ou promover sintomas transitórios ou muitos sutis. Em compensação, há territórios em que uma pequena lesão terá resultado catastrófico pela densidade de estruturas nobres naquele espaço", conclui o neurologista Leandro Teles

Mitos:

Não há como prevenir o derrame cerebral. MITO: vários fatores são um gatilho para o problema. Então, cuidar da saúde é determinante para afastar o risco. Controlar hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto e doenças do coração, por exemplo, é meio caminho andado nesse sentido, defende o neurocirurgião Paulo Porto de Melo. Vale, ainda, fazer atividade física regular, evitando o sedentarismo, não fumar e não beber exageradamente. "Alguns pacientes se beneficiarão, ainda, de medicamentos específicos para afinar o sangue e garantir uma proteção maior contra isquemias", completa o neurologista Leandro Teles

É difícil perceber que o AVC está ocorrendo. MITO: os sintomas surgem repentinamente e, uma vez sabendo quais são, dá para identificar o perigo iminente. Os principais sinais são: enfraquecimento, adormecimento ou paralisação de braço ou perna de um lado do corpo; perda de força na face, o que pode causar desvio da boca para um lado (ela fica torta); alteração da visão, com turvação ou perda especialmente de um olho, episódio de visão dupla ou sensação de "sombra" sobre a linha do que se enxerga; dificuldade de falar ou entender o que os outros estão dizendo; dor de cabeça súbita, forte e persistente; perda da capacidade de engolir; e tontura, desequilíbrio, falta de coordenação ao andar ou mesmo queda

O esforço empreendido durante a relação sexual é um dos fatores de risco. MITO: "O AVC pode ocorrer em qualquer situação: durante uma relação sexual, com a pessoa lavando louça ou até mesmo dormindo", sustenta o médico Paulo Porto de Melo. O colega Leandro Teles observa que este risco específico só ocorreria para um pequeno grupo de pacientes que apresentasse aneurisma cerebral, hipertensão grave ou arritmias cardíacas também sérias

Vale a pena recorrer à erva ginkgo biloba para prevenir o distúrbio. MITO: não existe evidência científica para a recomendação do ginkgo biloba na prevenção de derrames. Em alguns estudos específicos houve, inclusive, aumento do risco de sangramento em pessoas que usaram remédios para afinar o sangue junto com o componente

O consumo de café potencializa o risco. MITO: uso moderado de café não aumenta essa chance. No entanto, o abuso da cafeína pode elevar os níveis pressóricos e desencadear ansiedade. O recomendado é consumir com moderação: duas a três xícaras pequenas ao dia. "Em alguns estudos, a cafeína mostrou até efeito protetor de AVC. De qualquer forma, a dica é sempre não exagerar", enfatiza o neurologista Leandro Teles

Uma dose de álcool por dia é eficaz para diminuir a incidência do distúrbio. MITO: conforme diz o neurocirurgião Paulo Porto de Melo, não há estudo científico com nível de evidência alto que sustente tal afirmação. "A recomendação de consumo regular é restrita ao vinho tinto (por causa do resveratrol, capaz de controlar os níveis de colesterol) e para pacientes selecionados, que não apresentem restrições ao consumo de álcool como risco de abuso, doenças associadas e uso de medicamentos hepatotóxicos. Tal recomendação é feita de forma individual e não para toda a população", destaca o neurologista Leandro Teles

Em todos os casos de derrame, são necessários procedimentos cirúrgicos. MITO: uma minoria se beneficia de cirurgia. O AVC geralmente demanda condução clínica com medicamentos. "Se houver um sangramento muito grande, pode ser necessária uma drenagem cirúrgica", explica o neurologista Leandro Teles

Inconclusivo:

Fatores emocionais podem levar ao derrame cerebral. INCONCLUSIVO: deprimidos, ansiosos ou muito estressados têm mais hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade, com chance de sofrer um AVC ou um infarto. "Os fatores emocionais podem elevar o cortisol e a adrenalina, alterando uma série de dinâmicas no organismo que predispõe a doenças cardíacas, arritmias e picos pressóricos, por exemplo. A relação é indireta mas deve ser levada em conta. É altamente recomendável o controle do sistema nervoso, o sono adequado e a adoção de atividades sociais, de relaxamento e de lazer", recomenda o médico do Hospital Oswaldo Cruz, Leandro Teles. O colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (EUA), Paulo Porto de Melo, por sua vez, defende que "não há estudo científico comprovando tal associação

Comer peixe ajuda a prevenir o problema. INCONCLUSIVO: a alimentação é muito importante. Peixes são fontes de gordura de boa qualidade, proteínas e fósforo. Do ponto de vista vascular, combatem a aterosclerose, mas obviamente devem estar em um contexto nutricional mais abrangente e aliado a atividade física regular, destaca o neurologista Leandro Teles. Já o neurocirurgião Paulo Porto de Melo diz que não são todos os tipos de peixe que contêm níveis elevados de ômega-3, "este sim associado à redução de doenças vasculares e, consequentemente, de AVC"

Fonte e creditos: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/05/27/avc-nao-surge-do-nada-avisam-especialistas-veja-alguns-mitos-sobre-o-tema.htm#fotoNav=23

Erros comuns de quem acaba de ficar solteiro

Vale tudo para superar o fim de um relacionamento? Nem sempre. Confira as ciladas mais comuns de todo término e saiba o que ter em mente para evitá-las.

Embora seja difícil, o fim da relação é propício para a autorreflexão e para as mudanças acontecerem efetivamente. “É normal que, durante o relacionamento, as pessoas deixem a sua individualidade um pouco de lado. Então, o primeiro passo após o término é reencontrar sua identidade e retomar planos”, aconselha Paula Pessoa Carvalho, psicóloga comportamental.

Evite culpar apenas o outro lado da relação. Atitudes assim prolongam mágoa e dificultam o processo de aceitação.

É natural cair em algumas armadilhas para suprir a carência e dar um consolo à tristeza. O efeito consolador, porém, é apenas momentâneo. “Se substituirmos o que nos falta pela primeira coisa que encontrarmos, podemos fadar a nova situação ao fracasso. Respeitando o luto, aprendemos a pensar, rever as situações e aceitar o fim”, explica a psicanalista Patrícia Arantes.

O estudante de comunicação Willian Ferreira precisou passar por diversas situações desse tipo até se adaptar à nova realidade de solteiro, depois de quase três anos e meio de relacionamento. “Comecei a beber muito e sair todos os finais de semana, algo com o que não estava acostumado antes, já que eu e minha ex-namorada saíamos muito pouco”, lembra ele.

Ficar com outras pessoas, em qualquer situação, também foi uma das experiências pelas quais Willian passou. “Eu me sentia tão mal, com a autoestima tão baixa, que sempre queria alguém por perto. Era um jeito de tentar provar um monte de coisa pra mim mesmo: que eu podia me virar bem sem a minha ex, que eu podia ser minimamente atraente para outras pessoas”, conta.

Envolver-se com outra pessoa após o fim do relacionamento nem sempre é considerado um erro pelos especialistas, já que depende muito da intenção de quem resolve começar um novo amor. “Não é um erro, desde que a cautela e certeza estejam presentes e que a carência e o medo de estar sozinho estejam afastados. Errado é fazer uma transferência, ou seja, procurar alguém com as mesmas características físicas ou qualquer outra semelhança com o antigo parceiro”, pontua Alexandre Bez, psicólogo especializado em relacionamentos.

Confira a seguir alguns erros comuns de quem precisa enfrentar a vida de solteiro novamente e saiba como evitá-los.

1. Culpar apenas um dos lados: todo mundo tem a sua parcela de culpa quando um relacionamento acaba. “A maioria das pessoas gosta de assumir a posição de vítima, colocando toda a responsabilidade pelo término no outro. Fazer uma autoavaliação é fundamental para lidar melhor com a situação”, diz Paula Carvalho.

2. Tentar mudar de personalidade: não existe amor sem admiração. Sendo assim, muitas pessoas chegam ao extremo de mudar de estilo de vida só para reconquistar o parceiro. Essa atitude acaba piorando o sentimento de carência e necessidade de aprovação do outro. Vale mais a pena buscar a própria individualidade do que tentar impressionar alguém do passado.

3. Não respeitar o período de luto: do mesmo jeito que leva algum tempo para construir uma relação sólida, é preciso ter paciência para se “desligar” de uma pessoa. Esse período de quietude e solidão é útil para o autoconhecimento e avaliação dos erros – e também acertos – cometidos até então. “A possibilidade de ter um melhor relacionamento aumenta quando passamos por essa experiência de solitude”, completa Alexandre Bez.

4. Engatar um relacionamento atrás do outro: ao contrário daquele clássico verso de Tom Jobim, é possível – e fundamental – ser feliz sozinho, por isso a importância de ter sempre um pé atrás antes de sair se comprometendo. “Aproveite a solidão para passear com os amigos, ir a lugares que você gostava, mas parou de frequentar durante o antigo relacionamento. É gostando de si mesmo e sendo seu melhor amigo que você encontrará uma pessoa na mesma sintonia”, afirma Patrícia Arantes.

Faça o teste: qual seu estilo de conquista?

5. Não aceitar o término: tentar se enganar e achar que o relacionamento ainda não acabou é outro erro que prolonga o sofrimento, já que os dias se transformam em uma espera sem fim pela volta do parceiro. “Depois da fase de negação, a pessoa tenta reestabelecer o contato de algum jeito, para reatar algo que não tem mais solução”, observa Paula Carvalho. Segundo a especialista, o melhor a se fazer é aceitar o ponto final e seguir em frente, sem apego.

6. Assombrar a vida do ex: depois do término, é importante estabelecer alguns limites e não forçar a barra na reaproximação. Querer manter contato com a família do ex, mandar mensagens, telefonar e ficar de olho nas redes sociais para saber como está a vida dele é querer machucar a si próprio. “Atitudes como estas geram tristeza e sentimentos negativos, além de aumentar a fantasia de que o outro está melhor do que você”, explica Patrícia Arantes.

7. Abandonar objetivos: querer desistir de tudo nunca é uma saída saudável para superar o fim do relacionamento. Muitas planos individuais acabam ficando para trás, portanto, esse é o momento para retomá-los e traçar novas metas. Pode ser uma viagem, um novo curso, um novo hobby... O importante é seguir em frente.

8. Se desesperar com a solidão: a vida não se resume a encontrar a sua “metade da laranja” e, após o término, é possível perceber isso com mais clareza. A solidão, ao contrário do que muita gente acredita, é fundamental para que saibamos nos relacionar com outra pessoa, sem dependência ou apego. Vale se cercar de amigos e familiares para curtir a solteirice com mais amor e só pensar em se envolver de novo quando for realmente a hora certa.

Fonte e creditos: http://delas.ig.com.br/comportamento/2014-02-08/erros-solteiros.html

Reposição hormonal: nova polêmica?

Novo estudo aponta que terapia de reposição de hormônios aumenta o risco de morte por câncer de mama.

Mulheres que fizeram reposição hormonal tiveram maiores incidências de câncer de mama em estágio avançado e foram mais propensas a morrer dele quando comparadas a mulheres que tomaram uma pílula placebo, o que aumentou a preocupação das autoridades norte-americanas sobre esses medicamentos muito usados por mulheres daquele país.

O estudo, publicado na revista científica da Associação Médica Americana, é o primeiro a reportar mais mortes por câncer de mama entre mulheres usuárias da terapia de reposição hormonal. E mais: o primeiro a contradizer os resultados de pesquisas anteriores que sugeriram que mulheres em terapia de reposição de hormônios, quando acometida por tumores de mama, tinham cânceres menos agressivos e mais fáceis de tratar.

“Ao contrário da idéia que tínhamos dois anos atrás, de que o câncer associado à reposição de estrogênio e progesterona seria de evolução favorável e sem grandes problemas para a mulher, estamos vendo hoje que essa reposição está associada a um risco maior de morte por câncer de mama” disse Rowan Chlebowski, do Instituto de Pesquisa Biomédica de Los Angeles, pesquisador líder do estudo, em entrevista telefônica à Reuters.

As conclusões foram baseadas no acompanhamento, ao longo de 11 anos, dos dados de mais de 12 mil mulheres que participaram do estudo “Women’s Health Initiative”, o mesmo que em 2002 apontou que o uso contínuo de estrogênio e progesterona por cinco anos aumentava o risco de câncer de ovário e mama, assim como de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Na época, a venda da terapia de reposição hormonal líder no mercado norte-americano caiu pela metade.

Dobro de mortes

Analisando os dados das mulheres do estudo “Women’s Health Initiative” e encontraram duas vezes mais mortes por câncer de mama entre as que fizeram reposição hormonal – 2,6 mulheres em cada 10 mil por ano contra 1,3 em cada 10 mil por ano entre as que tomaram placebo. Quase 24% dos cânceres de mama das usuárias de hormônios se espalharam para os linfonodos, contra 16% entre as usuárias de placebo.

“Os índices de todos os cânceres preocupantes, com prognósticos desfavoráveis, também aumentaram” afirmou Chlebowski, citando as formas agressivas de câncer de mama e não apenas os tumores não relacionados ao estrogênio, que são mais fáceis de tratar.

“Pela primeira vez mostramos que as mortes por câncer de mama também aumentaram significamente” disse o pesquisador.

Alguns fabricantes de medicamentos alertam aos médicos nas bulas dos medicamentos para prescreverem a reposição nas doses eficazes mais baixas e por um período curto de tempo. Mas mesmo essa conduta não está isenta de risco, sugere Peter Bach, do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, de Nova York (EUA), em um comentário publicado na mesma revista onde consta o estudo de Chlebowski e sua equipe.

“É importante enxergar os dados no contexto mais amplo, tanto em relação aos sintomas da menopausa quanto ao grande corpo de informações – desenvolvido em mais de 60 anos de estudos – sobre os benefícios e riscos da terapia de reposição hormonal”.

Muitos especialistas apontaram que a idade média das mulheres acompanhadas no estudo era de 63 anos – uma faixa de idade posterior à menopausa – e que os resultados encontrados podem não ser aplicáveis a mulheres que fazem outras formas de reposição hormonal ou àquelas que iniciam a terapia imediatamente após a menopausa.

* Por Julie Steenhuysen