Tradutor

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Acidente de trabalho do Sr. José

acidente
Aos cuidados do Dr. Antonio Madureza, médico do trabalho do INSS.

Doutor, em resposta ao seu questionamento sobre as condições em que afirmo ter sido acidente de trabalho a causa de meu afastamento do trabalho, descrevo em detalhes o ocorrido.

Fui contratado para trabalhar como pedreiro nesta empresa há cerca de três anos. No dia do fatídico acidente eu estava trabalhando em um andaime, fechando uma parede externa do 6º andar. O mestre de obras me pediu para que ao final de meu trabalho eu recolhesse os tijolos que sobrassem. Terminei às 16:30 e o final do expediente era por volta das 17:00h, portanto faltava só meia hora para descer uns 150 tijolos que sobraram no local.

Era muito tijolo, eu no 6º andar, sozinho. Ia levar muito tempo para descer todos aqueles tijolos. Resolvi então apelar para a minha inteligência.

Peguei um tambor de 200 litros, coloquei todos os tijolos dentro dele, amarrei uma corda bem firme em volta dele, levei a outra ponta da corda para a carretilha que fica pendurada na laje do 12º andar. Após me certificar que o tambor estava muito bem amarrado, passei a corda na carretilha e desci para o térreo com o intuito de providenciar a retirada do material.

Dei um puxão bem forte na corda e o tambor que estava na beiradinha do andaime bambeou e começou a descer.

Acontece que eu peso 65 quilos e o tambor cheio de tijolos pesou uns 200 quilos. O tambor começou a descer e eu a subir, já que enrolei a ponta da corda em meu pulso para tentar sustentar o tambor. Durante a queda do citado tambor eu o encontrei mais ou menos na metade do caminho, foi uma bruta pancada que me fraturou o joelho, quebrou duas costelas e me arrancou alguns dentes. Apesar da intensa dor, eu não podia largar a corda sob pena de cair daquela altura e ter ferimentos sérios. Continuei subindo até que meus dedos foram engolidos pela carretilha, onde os dedos quebraram. Ao mesmo tempo escutei um barulhão: o tambor chegara ao chão, perdeu o fundo e conseqüentemente a carga de tijolos. Resultado: O tambor para meu desespero ficou vazio.

Como o senhor já deve ter imaginado, eu, agora mais pesado que o tambor comecei a descer e o tambor a subir. Encontramo-nos novamente a meio caminho, em alta velocidade, mas desta vez, como o tambor estava vazio ele só bateu com menos força no meu tornozelo, que quebrou mesmo assim, e ainda rasgou a minha coxa esquerda e quebrou mais duas costelas e clavícula.

Caí no chão, justamente em cima da pilha de tijolos o que me rendeu mais quatro costelas quebradas e a fratura do fêmur direito e tornozelos. Neste momento, já meio atordoado, larguei a corda e eis que o tambor desceu lá de cima, numa velocidade espantosa, e caiu bem em cima de mim. A pancada me valeu mais algumas escoriações, uma boa parte de meus cabelos e a fratura da mandíbula, além de ter perdido mais alguns dentes. Eu já estava quase desacordado quando o nó da ponta da corda bateu no meu olho esquerdo, com toda a força, e lá se foi um olho.

Hoje, estou me recuperando. Ainda não consigo me mexer por causa do gesso e dores intermináveis, respiro com dificuldade e para conversar está difícil por causa da fratura da mandíbula. Ainda sinto um zumbido no ouvido e já estão providenciando a prótese de vidro para o buraco de meu olho esquerdo.

Espero que o senhor tenha compreendido que seu laudo de que estou apto ao retorno, só pode ser brincadeirinha... e providencie o mais rapidamente possível a liberação da documentação, assim eu poderei requisitar a minha indenização e posteriormente minha aposentadoria.

Obrigado por sua atenção

José

donald

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Com a vida Aprendi:

Quando Deus tira algo de seu alcance, ele não está
punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para que recebas algo melhor."A vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a
Graça Dele não irá protegê-lo."

PS: Aos meus amigos que perguntam por que não falo, ou comento o que ouço:

Se você tem um segredo e não quer que outros saibam, comece a guardá-lo por você. Como exigir dos outros se nem você consegue manter a boca fechada.

Na Grécia antiga, Sócrates era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido que lhe disse:

-- Sócrates sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?

-- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste. Chama-se "Teste dos 3 filtros".

-- Três filtros?

-- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer.

O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade?
-- Bem... Acabo de saber...

-- Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar?

Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?

-- Não, pelo contrário.

-- Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade!
Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade. O que queres me contar vai ser útil para mim?

-- Acho que não muito.

-- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e pode não ser útil, então para que contar?